O Grau de Companheiro Maçom: A Ascensão pela jornada Interior

“O Aprendiz escava a terra. O Companheiro ergue os olhos para o Céu e começa a construir.”

Se no Grau de Aprendiz o iniciado silencia e aprende, no Grau de Companheiro Maçom ele se levanta e avança. Agora, o buscador já não é mais um observador tímido da Sabedoria: ele é chamado a trilhar os caminhos da Ciência, da Arte e da Razão. Sua jornada interior se intensifica, pois ele está apto a reconhecer os sinais do Templo Universal.

🜂 Da Pedra Bruta à Obra Viva

O Companheiro é aquele que já começou a esculpir sua Pedra Bruta e agora passa a aprender o Ofício. Neste estágio, ele não trabalha apenas sobre si mesmo, mas também com os outros e para os outros.

Ele é admitido ao estudo das Sete Artes Liberais — Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia — não como meros saberes profanos, mas como caminhos de aperfeiçoamento do espírito.

🜃 A Coluna J – O Pilar da Ação

Neste grau, o símbolo da Coluna J, associada ao pilar da Força, ganha vida. O Companheiro é aquele que atua no mundo, que aplica o conhecimento, que transmite o que aprendeu, mas ainda assim, permanece fiel ao mistério e ao símbolo.

A Coluna representa também a passagem do mundo interior para o exterior, a ponte entre o invisível e o visível, entre o Espírito e a Matéria.

🜄 O Caminho das Estrelas

O Companheiro é convidado a contemplar o universo — não com olhos científicos apenas, mas com o olhar sagrado do iniciado. Ele aprende que o cosmo inteiro é um Grande Templo, cujas leis são espelhos das leis internas da alma.

É neste ponto que a Astronomia e a Geometria Sagrada ganham sentido simbólico: o Companheiro compreende que há uma ordem no mundo, e que ele deve buscar viver em harmonia com essa ordem universal.

✶ As Ferramentas e os Ritos

As ferramentas do Companheiro evoluem: agora ele utiliza o Esquadro, o Nível, a Régua de 24 polegadas e a Alavanca, instrumentos que representam o equilíbrio, a justiça, a exatidão e a aplicação da força com inteligência.

O Companheiro participa de viagens simbólicas no rito, representando sua peregrinação pelo conhecimento, pelos elementos, pelos sentidos, pelos planos do ser. Cada etapa é uma iniciação dentro da iniciação.

🜎 Da Luz ao Entendimento

No Grau de Aprendiz, o iniciado recebe a Luz. No Grau de Companheiro, ele deve compreender essa Luz. Ele aprende a discernir entre o que é reflexo e o que é fonte. Entre o que é aparência e o que é essência.

Albert Pike, em Moral e Dogma, adverte:

“A sabedoria não é simplesmente ver a luz, mas compreender as sombras que ela projeta.”

Neste grau, o Companheiro deve explorar as dualidades — luz e trevas, bem e mal, matéria e espírito — para compreendê-las como expressões complementares da Unidade.


🜚 Conclusão

O Grau de Companheiro é o grau do caminhante consciente. Ele não se contenta com o saber passivo. Ele busca, estuda, experimenta, aplica. É o obreiro da construção simbólica do Templo Interior, e ao mesmo tempo, um aprendiz do Templo do Mundo.

“Que tua jornada como Companheiro te leve não só aos segredos do ofício, mas ao entendimento da tua própria Obra.”

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